PORQUE DEFENDEMOS TANTO O NOSSO PONTO DE VISTA?

Como seres sociáveis, a Comunicação é a principal rede que nos une, mantendo-nos assim em permanente contacto. Desta forma podemos demonstrar as nossas necessidades, os nossos pensamentos, as nossas descobertas, os nossos afetos. Mas dentro de nós existe um Universo quase infinito de diferentes naturezas, e assim também de diferentes princípios, ideais, crenças ou valores – essa diversidade acarreta também um mundo quase infinito de diferenças de opinião, de postura, de atitudes, e por vezes de conflitos. 

Pela sua natureza, os nossos pontos de vista sobre determinado assunto são exatamente isso, vistas de “um” ponto – ou seja, um produto dessa diversidade, e das nossas próprias vivências pessoais. Desse modo estão muitas vezes moldados e limitados a uma só vista, uma só perspectiva, uma só posição, a nossa posição. E é incrível as paisagens que nos escapam por teimosia ou por orgulho.
 
Quando defendemos o ´nosso´ ponto de vista, estamos na verdade a defender algo mais, como o nome indica estamos a defender o que é nosso, e já não necessariamente a verdade – inconscientemente ficamos mais preocupados em defender as nossas crenças, a nossa auto-estima, a nossa significância perante os outros, e no limite a nossa posição de poder. Quem já não lutou para ganhar uma discussão, e passado pouco tempo já nem se lembrava sobre o que estava a discutir? Os egos são como galos e cabem poucos numa só capoeira – basicamente começamos a falar e agir em medo, e o propósito saudável e original daquela comunicação, desvanece-se no ar. Então o que fazer acerca disso?
 
Para quem vive em comunidade, manter a mente aberta é dos principais actos de Amor, de entrega, de abundância e generosidade. É também um acto de coragem, pois ouvir o que não gostamos não é fácil, mas pode fazer-nos crescer imensamente. Em última instância é uma atitude estratégica e de extrema inteligência, pois invariavelmente obtemos muito melhores resultados – como dizia Einstein, “A mente é como um para-quedas, funciona muito melhor quando está aberta” – e tal como um para-quedas fechado, uma mente fechada é extremamente perigosa.
 

Os pontos de vista ficam ainda mais condicionados, quando o assunto somos nós próprios – quando se fala de nós, temos de facto muita dificuldade em ver, quanto mais aceitar, aquilo que não condiz com a nossa auto-imagem. O grande Jim Rohn dizia “É difícil vermos o quadro quando somos a moldura”. Por isso o Coaching é tão precioso, pois ajuda-nos a ver aquilo que nós não conseguimos ver em nós próprios.

Vamos manter a humildade e a coragem de ouvir aquilo que nos pode ajudar, mesmo que no momento não nos faça sentido – afinal já não nos aconteceu antes? o que não nos servir sempre podemos deitar fora, mas ao menos não perdemos uma oportunidade de crescimento – ter a mente aberta é ter uma janela aberta para o mundo – para este mundo e para os que estão para vir. A prová-lo está outra frase de Einstein – “Quando uma mente se abre….jamais volta ao seu tamanho original…”.

Obrigado e um forte abraço
O seu Coach
 
– Hugo Van Zeller
av

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